31/03/09

Tertúlias no Museu - Antigo seminarista reconhece valor da formação recebida na Consolata




«Foi aqui (no seminário da Consolata) que ganhei métodos de trabalho», afirmou Júlio Órfão

Júlio Orfão, actualmente director do Convento da Batalha, foi aluno do Seminário da Consolata. Esses tempos recordou nas 'Tertúlias no Museu', na noite de ontem, 27 de Março. Convidado para falar sobre o Mosteiro, enquanto Património da humanidade, o responsável lembrou os seus tempos de seminarista.

«Não rejeito o passado. O que sou, devo-o, de facto, aos missionários da Consolata», disse. Foi através do convite do padre Manuel Carreira que, na escola primária, teve o primeiro contacto com os missionários da Consolata. Uma ligação iniciada que o trouxe ao seminário para aprofundar a sua vocação e prosseguir os estudos.

Acabou por sair do seminário, mas são aqui que estão as suas raízes, reconhece. A aprendizagem de métodos de trabalho e competências como organista, derivam destes tempos.

Esta foi a sexta tertúlia, do ciclo 'Tertúlias no Museu' uma iniciativa conjunta do Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima, dos missionários da Consolata e da Junta de Freguesia de Fátima. A próxima sessão é a 24 de Abril.

Texto e foto de Lucília Oliveira

25/03/09

Grande interesse pelo segundo Curso-livre do MASE





O Curso Livre “O Concelho de Vila Nova de Ourém durante a Primeira República”, sob orientação do Dr. Poças das Neves e promovido pelo Museu de Arte Sacra e Etnologia, tem-se revelado de grande interesse.

Foram já realizadas 4 das 10 sessões previstas onde se abordaram temas e informações inéditas sobre a história local que têm prendido a atenção dos trinta cursistas inscritos.

Não existe (publicada em livro) nenhuma investigação cuidada sobre a realidade do concelho na Primeira República. O enfoque tem sido sempre colocado nos acontecimentos vivenciados na Cova da Iria, descontextualizando-os da realidade regional.

Este curso tem dado a conhecer os espaços geográficos e administrativos, mentais, de vivências comunitárias e conflitos epidérmicos de interesses de Vila Nova de Ourém, durante a Primeira República.

Após uma breve abordagem à situação político-religiosa nacional nos finais do século XIX e início do século XX, partiu-se para a caracterização do concelho de Vila Nova de Ourém, sublinhando-se o seu território, indicadores demográficos e sociais. As suas elites e a oposição republicana no concelho entre 1900 e 1910 foram tratados, assim como, o relato da republicanização do concelho com as eleições de 1911 e 1913, as suas leis e respectiva aplicação.

Nomes de pessoas naturais de Fátima e Ourém que tiveram a sua importância na época e contribuíram inequivocamente para o desenvolvimento do concelho têm sido referidos, sendo muitos deles desconhecidos pelos oureenses.

Acederam ao curso sobre história local 19 residentes em Fátima, 7 em Ourém, 2 em Leiria, 1 em Seiça e 1 em Alburitel.